quarta-feira, 18 de junho de 2014

Mesmo sem associação, na Aldeia Furo Seco também fazem juntos

A Aldeia Furo Seco foi a nossa “porta” de entrada e saída para a Oficina sobre Associativismo com as lideranças Arara e Juruna na Volta Grande do Xingu, no Pará. Até ela chegamos de caminhonete e lá atravessamos de barco. Na chegada ficamos pouco tempo, apenas suficiente para carregar o barco. Na volta pudemos conversar com mais calma com o Ronaldo, cacique da aldeia e saber da recente história de Furo Seco.


Criada há dois anos, conta hoje com 8 famílias, em um total de 40 pessoas. Além de suas roças familiares, fazem também uma roça comunitária onde todos trabalham. Quando alguém não pode trabalhar no dia determinado paga uma diária para alguém trabalhar por ele, mas todos tem que colaborar com a produção, que serve tanto para o consumo das famílias quanto para gerar renda para as despesas coletivas.

Possuem também um fundo comunitário com o qual todos contribuem com o valor que puderem e mensalmente arrecada por volta de R$ 600,00 para investir na comunidade e cobrir despesas na cidade quando vão resolver alguma coisa, etc.


As casas, de madeira, foram construídas com o trabalho coletivo para fazer as vigas, caibros, ripas e tábuas com madeira tirada da mata e para a construção. Alguns outros materiais necessários foram doados por empresas e organizações. Assim também construíram o centro comunitário e uma casa de apoio para receber quem vai trabalhar com eles. A casa está mobiliada com doações recebidas. 
Também possuem um caminhão e um barco com motor.

Agora, estão planejando a construção da escola e do posto de saúde.

Estão se organizando para fundar uma associação, para passar o patrimônio para o nome dessa organização, facilitar parcerias e o acesso de recursos de projetos e doações.

Dissemos para o Ronaldo que a principal organização eles já têm, que é a comunitária, responsável por tudo o que conquistaram até agora. O espírito associativista está no dia a dia deles. A associação que pretendem fundar, com certeza será bem sucedida se eles continuarem nesse caminho, pensando juntos sobre os problemas da aldeia, as soluções e trabalhando juntos.




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