quarta-feira, 15 de julho de 2020

Crônicas de Itupeva em ano eleitoral – parte VIII: A IMPORTÂNCIA DAS ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL

As organizações da sociedade civil, geralmente sob o formato jurídico de associações, são organizações de pessoas que têm os mesmos objetivos. Elas podem ser para assistência social, de classe ou voltadas para a preservação ambiental, desenvolvimento da cidadania, saúde, educação, segurança, cultura, esportes, direitos humanos, das crianças e adolescentes, dos idosos, das pessoas portadoras de deficiências, etc.
Em Itupeva temos algumas associações voltadas para a assistência social, dedicadas principalmente aos esportes, lazer, ajuda a famílias carentes e educação, o que é muito importante e necessário.
Temos apenas um sindicato, dos servidores públicos municipais. Eles são muito importantes para garantir os direitos dos trabalhadores e as demais categorias profissionais não estão organizadas.
Temos algumas associações de bairro, mas se tem poucas notícias de sua atuação para a solução dos problemas dos bairros da cidade. Em geral dependem da Prefeitura ou de vereadores até para a sua criação e manutenção, o que prejudica muito a sua autonomia e o alcance dos seus objetivos.
Não temos outras associações, que tratem dos assuntos importantes para manter e melhorar a nossa qualidade de vida.
Os conselhos municipais são formados por representantes de organizações da sociedade civil, além dos representantes da prefeitura. Na falta delas, conselhos como os de saúde, educação, idosos, crianças e adolescentes, etc., ficam com uma representação e força de atuação bastante prejudicadas.
Nas audiências públicas, não são vistos representantes de associações se manifestando sobre as finanças da cidade, saúde, crescimento da malha urbana, meio ambiente, cultura, porque essas organizações não existem. Então as audiências públicas não cumprem bem o seu papel de diálogo entre o poder público e a população. Decretos e programas não são devidamente questionados e melhorados e a população é menos favorecida por eles do que é esperado.
Já vi muitas vezes pessoas dizendo nas redes sociais que “precisamos fazer alguma coisa”, mas não sabem como, porque falta organizações que busquem informações, que puxem o debate sobre as questões importantes para a cidade e mobilizem as pessoas.
É muito difícil uma voz solitária ser ouvida pelos poderes públicos da cidade, seja a Prefeitura ou a Câmara Municipal. É a organização, mobilização e atuação coletiva que dá força para sermos ouvidos e atendidos.
Além dos nossos círculos familiares e de amizade, as redes sociais podem nos ajudar a identificar pessoas com interesses comuns e começarmos a pensar juntos em uma associação, grupo ou fórum de debate e atuação para aquele determinado tema.
Ser cidadão não é só votar nas eleições, mas participar do dia-a-dia da gestão da cidade. Precisamos vencer o medo de participar e estar com mais pessoas ajuda muito. Esta pequena série de textos teve como objetivo mostrar como as cidades funcionam e o poder e a responsabilidade que todos nós temos para torna-las um lugar cada vez melhor para vivermos. Por isso, precisamos sair da nossa “zona de conforto”, de deixar para os outros fazerem e “arregaçar as nossas mangas” também.
Muita gente me pergunta se o Brasil ou Itupeva tem jeito. Tem, o jeito que conseguirmos dar. Afinal, associação é para fazer juntos! E cidadania também!!

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