terça-feira, 15 de maio de 2012

Dividir tarefas também é fazer juntos


À convite da Conservação Internacional – Brasil estive nos dias 10 a 12 de maio na comunidade de Cumuruxatiba, no município de Prado – BA, para uma oficina sobre gestão de associações com representantes de 7 associações da região, principalmente de pescadores artesanais.

Entre os vários aspectos abordados, inclusive vários deles já relatados em outras postagens, teve destaque a necessidade de maior participação dos associados para que as organizações atinjam os seus objetivos.

Além da divisão de tarefas e trabalho em equipe dos diretores e conselheiros, foi tratado também que outras pessoas podem contribuir para o desenvolvimento das atribuições dessas lideranças, tanto em tarefas administrativas como de organização de atividades nas comunidades e representação em eventos externos.

Atividades e projetos podem ser coordenados por pessoas da comunidade que tenham conhecimento ou afinidade com os respectivos temas, mobilizando outros para participarem das ações.

Um dos líderes se queixou de que estava passando a maior parte de seu tempo em reuniões, encontros, cursos, etc., ficando muito fora de casa. Ele mesmo sugeriu que seria bom dividir esses compromissos com outras pessoas da associação para que isso não pese para ninguém. Regularmente poderiam se reunir para trocar informações sobre os eventos que participaram. Além de não pesar apenas para uma ou duas lideranças, a participação nessas e em outras atividades contribui para a formação de novos líderes e possíveis diretores e conselheiros, propiciando a alternância dos líderes comunitários nos cargos de direção, tão difícil para muitas associações.

A comunidade também deve participar mais efetivamente das articulações com outras organizações e órgãos governamentais. Se essas lideranças são representantes de suas associações, é preciso que os associados tenham não só informações, mas participem efetivamente da formulação de estratégias e posicionamento a ser adotado. Esse diálogo deve ser constante para que a representação seja legítima: como alguém pode se considerar representante de sua associação se não perguntou para os associados qual posição deve ser adotada?

Em momentos críticos, mobilizada e articulada por essa prática participativa, a comunidade deve ser chamada a atuar concretamente nas ações de negociação e pressão.

Os dirigentes da associação devem estar atentos para não concentrarem as atividades e decisões em suas mãos, mas dividi-las com os demais. Afinal, o melhor dirigente não é aquele que faz muita coisa sozinho, mas aquele que mobiliza mais gente para fazer junto.

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